Tempo longe das coisas é bom. Nada pra te fazer pensar ou "despensar" algo que você tenta (em vão) entender.
É engraçado o modo como as pessoas agem quando o assunto é entrar na vida dos outros. Ninguém pede pra fazer parte da sua (ainda que você, muitas vezes, implore pra que ela saia). Se acham no direito de entrar, mudar tudo, deixar aquela bagunça e as coisas jogadas pelos cantos e ir embora, assim, sem motivo, sem satisfação, sem um porquê. Já cantavam Cássia Eller e Nando Reis: "o que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou".
Não, isso não é indireta pra ninguém. Mas pode muito bem servir a várias pessoas que podem, por um acaso, ler isso.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
lunar, lunática... adversa
Tenho fases, como a luaLua Adversa, de Cecília Meireles
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Esse poema tem ficado muito na minha cabeça. Não, nada tem a ver com dias de lua cheia, eclipses e tudo que os sites estampam por esses dias: é mais ligado ao que anda "estampado em interiores", mesmo. Mais especificamente, no meu.
Fases... de se esconder, se mostrar; se tornar grande e visível ou se camuflar entre as nuvens - que nunca deixam de estar. E assim segue: ela nunca precisou justificar ou nos fazer entender o porquê de suas fases e, no entanto, a beleza é sempre cativante e qualquer um consegue ser tomado por sentimentos puros, tão só obervando sua beleza com mente e coração abertos. Assim deveriamos ser nós, assim deveriam ser os que nos cercam.... simples e simplesmente.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Da Vontade Repentina de Escrever (ou nem tão repentina, assim...)
Eu tenho uma dificuldade muito grande de falar sobre o que sinto, e sei que isso é algo comum aos seres humanos. As várias formas de se expressar são descobertas por cada um, a seu modo, a seu tempo: alguns escrevem; outros utilizam-se da música: simplesmente ouvindo ou transformando em letras aquilo que tem guardado em si; outros, simplesmente, calam-se... mas eu não consigo ser assim.
É uma mistura de vontades muito louca: uma vontade insaciável de expor esse turbilhão de pensamentos, vontades e visões, contraposta ao desejo de me calar e calar a vontade de que o mundo saiba de tudo que se passa aqui.
Não, eu não vejo a necessidade de colocar minha loucura expressa em textos para que ninguém entenda. Aliás, o que é compreensivelmente impossível, já que nem mesmo a dona desses pensamentos desordenados é capaz de organizá-los de forma objetiva (o que percebe-se, logo, ao tentar ler o que é colocado aqui).
Sentimentos são seus, e não cabe a mais ninguém tentar entendê-los.
Mas, por outro lado, existe a necessidade de colocar pra fora coisas que, por vezes, me deixam confusa, pensativa, que me instigam.
Gostaria de conseguir deitar, à noite, apertar o botão "stop" e, simplesmente, me desligar de tudo aquilo que ronda minha mente. Mas é aí que o contrario ocorre: tudo o que me é mais duvidoso e perplexo se reúne ali, quando eu coloco a cabeça sobre o travesseiro e tento, em vão, descansar. Pensamentos, ideias e inquietações paracem lutar por um espaço maior, espaço que nem mesmo é "configurado para suportar tantos arquivos de extensões diferentes dentro de uma mesma pasta". É, é como se fosse assim: eles brigam e se debatem, tentando tomar uma proporção maior, para conseguir ser pensado e, quem sabe, ser conduzido a uma conclusão lógica. Mas, em questão de segundos, se esvai e os outros tomam o lugar dele, confundindo-se, misturando-se, tonando-se ainda mais complicados.
É aí que mora o perigo. É aí onde se encontra a mais instigante necessidade de colocá-los em ordem, em algum lugar imaginavelmente mais organizado do que o espaço onde se debatem... anda que mais confuso e inútil pareçam.
Portanto, não escrevo com intuito de marcar, sensibilizar, impressionar. Isso é somente a manifestação de uma (entre tantas) das vontades loucas que me levam a lugares imagináveis e incopreensíveis.
É uma mistura de vontades muito louca: uma vontade insaciável de expor esse turbilhão de pensamentos, vontades e visões, contraposta ao desejo de me calar e calar a vontade de que o mundo saiba de tudo que se passa aqui.
Não, eu não vejo a necessidade de colocar minha loucura expressa em textos para que ninguém entenda. Aliás, o que é compreensivelmente impossível, já que nem mesmo a dona desses pensamentos desordenados é capaz de organizá-los de forma objetiva (o que percebe-se, logo, ao tentar ler o que é colocado aqui).
Sentimentos são seus, e não cabe a mais ninguém tentar entendê-los.
Mas, por outro lado, existe a necessidade de colocar pra fora coisas que, por vezes, me deixam confusa, pensativa, que me instigam.
Gostaria de conseguir deitar, à noite, apertar o botão "stop" e, simplesmente, me desligar de tudo aquilo que ronda minha mente. Mas é aí que o contrario ocorre: tudo o que me é mais duvidoso e perplexo se reúne ali, quando eu coloco a cabeça sobre o travesseiro e tento, em vão, descansar. Pensamentos, ideias e inquietações paracem lutar por um espaço maior, espaço que nem mesmo é "configurado para suportar tantos arquivos de extensões diferentes dentro de uma mesma pasta". É, é como se fosse assim: eles brigam e se debatem, tentando tomar uma proporção maior, para conseguir ser pensado e, quem sabe, ser conduzido a uma conclusão lógica. Mas, em questão de segundos, se esvai e os outros tomam o lugar dele, confundindo-se, misturando-se, tonando-se ainda mais complicados.
É aí que mora o perigo. É aí onde se encontra a mais instigante necessidade de colocá-los em ordem, em algum lugar imaginavelmente mais organizado do que o espaço onde se debatem... anda que mais confuso e inútil pareçam.
Portanto, não escrevo com intuito de marcar, sensibilizar, impressionar. Isso é somente a manifestação de uma (entre tantas) das vontades loucas que me levam a lugares imagináveis e incopreensíveis.
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